Tenho saudades de andar por aí e seguir em passo apressado as pernas que me pareciam as mais longas do mundo. Por cada três passos tinha que correr uns metros para não ficar para trás.
Tenho saudades das eternas tardes de Verão em que devorava livros atrás de livros e quando a fome apertava se apanhavam laranjas doces e sumarentas - as do topo que apanham mais Sol e são sempre mais doces.
Tenho saudades das histórias do caminho de ferro e das suas aventuras.
Tenho saudades de muitas outras coisas que vou ter que ir escrevendo para que não se esqueçam. Quero ter a certeza que estas memórias não são esquecidas e que elas vão conhecer o bisavô.
O título do post foi roubado deste livro que não podia representar melhor as minhas memórias.
Wednesday, April 21, 2010
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